Um sonho de intercâmbio capítulo 14

Oi gente. Quem sentiu falta da Isabela. Se você não sabe eu escrevo uma mini série chamada: “Um sonho de intercâmbio”. Se você não leu o último, clica aqui; e para escrever o primeiro, clica aqui. Em fim, eu me esforcei muito para deixar o capítulo 14 em um tamanho legal. Eu não consegui carregar o vídeo de quinta! Eu tentei o fim de semana inteiro e não consegui, desculpa. Em fim, vamos nessa:

Capítulo 14

Por que Isabela, por que? Eu estava tão compenetrada em passagens erradas, despedidas e profissionais incompetentes (não Clare, é o seu funcionário, definitivamente não é você, já que me colocou na primeira classe) que acabei me esquecendo de como odeio comida de avião. Talvez, mas só talvez  a refeição daqui seja melhor e não vou passar fome, muito menos ter uma intoxicação alimentar no avião, espero.

~

A aeromoça coloca em minha frente o jantar: Filé! Quente! Eu sei, NUNCA comi uma refeição realmente quente em um avião, era mais morna se eu tivesse sorte de não ser sanduiche de presunto com linguiça. Aproveito que estou viajando; e sozinha, para pedir um refrigerante e sobremesa sem receber aquele olhar ameaçador ou um comentário do gênero: “Você vai beber/comer ISSO? ” da minha mãe. Sundae, com calda de chocolate, marshmellow e tudo que tem direito. Isso sim que é vida.

Já estou na metade do meu sorvete encarando mais um de muitos questionários que a vida me traz. Nunca fiz um desse, já que meus pais sempre iam comigo, e sim, essa é minha primeira viagem para longe totalmente (apenas por um período de 8 lindas horas) sozinha , agora que já se foram 2 pelo ralo, preciso me concentrar para acabar com isso. Só mais um sim e….. pronto. Aperto o botão e rapidamente um funcionário aparece e recolhe a folha.

Sob as cobertas pego meu livro e leio cada palavra, imaginando estar lá dentro, e dentro , e dentro, e dentro.

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Eu acho bebês fofos, nada contra, sabe. Mas tudo tem seu limite, não sei quem foi o gênio que mandou deixar dois demoniozinhos na primeira classe e a pobre de uma babá. O de 2 anos chora que é uma beleza e ninguém dorme, já o de 4, resolveu correr gritando pelos corredores e sem camisa, aparentemente ele é o Tarzan. A melhor parte? Os dois estão alterando o uso da cadeira aqui a traz de mim, acontece que a janela preta é algo muito legal de se admirar em plenas 1:30 da manhã.

Acabei de baixar as divisórias, e olho para uma senhora que deve ter uns 67. Antes que eu perceba já estou lhe dirigindo a palavra.

– Nossa, eles são impossíveis! – A um riso, rápido Isabela, vai que ela é a avó deles. – Hahaha. –

– Concordo. Parece que o pai deles é o prefeito- agora veio o choque- e ele ia sentar aí a traz, e a esposa ao seu lado, mas os filhos não queriam ficar na econômica, então é isso que o pai responsável fez. – Risos e mais risos enchem o ar frio de alegria.

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Não sei como mais agora falamos da França e como é legal a história dos países e do mundo em si. Tivemos um debate sobre a educação em escolas e como os pais tem de ajudar em certo sentido, e algo me diz que iremos passar para história da arte. A propósito, seu nome é Jenny.

– Leonardo Da Vinci, com certeza Leonardo Da Vinci. -Ela fala com aquele sorriso no rosto, como se o garotinho não estivesse a cutucando.

– Eu diria   Donatelo, mas sim, Leonardo Da Vinci foi um incrível artista, além de ter dado impulso a iniciativa de ir mais afundo e descobrir anatomias do corpo humano. – Digo, agradecendo a minha professora por ter ficado um mês se dedicando apenas a história da arte.

Nos despedimos e de relance dou uma última olhada para o seu rosto antes das duas divisórias subirem. Meus olhos não perderam tempo para se fechar.

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É possível existir um olho mais remelado do que o meu? Ainda bem que só eu e meu espelho pode ver isso. Meu cabelo parece palha e olha que eu nem mencionei as olheiras. Que desastre. Jon estaria prestes a me enforcar agora e explicar que devo velo com mais frequência. Minha beleza é importante! Ai, ai Jon.

Pego todos os produtos e quando me dou conta tenho um cabelo lindo e sedoso, uma maquiagem natural e nada de olheiras. Agora o mundo pode me ver.

Abro tudo, sem medo. A senhora ainda dorme, mas tenho certeza de que meus amiguinhos de traz não. Quando me dou por mim mesma, estou comendo um sanduiche e café. Bem, acho que não vai fazer mal abrir a janelinha! Assim que os feixes de luz avançam avião à dentro, Jenny dá um pulo de surpresa. Foi tão alto, que sua máscara de dormir veio até a testa! Com os olhos quase se fechando de sono ela vira de um lado para o outro, ultrapassando até a preguiça na corrida de quem é mais lenta. De repente, ela para. Mas não apenas para. Para e semicerra os olhos em minha direção. Como se estivesse cansada e atordoada. Aí não, droga. Eu estou rindo. Acho que começou de um jeito abafado; mas agora está descontrolado. Eu juro que fiz tudo que pude. Entre risos e lágrimas, tento dizer:

-Des… descul… desculpas.- Seu olhar automaticamente fica ameno. Se deita novamente, e antes de fechar as divisórias diz:

-Aproposito, feche a janela. Alguns passageiros precisam descansar. – E eu juro, que eu vi um leve sorriso em seu rosto.

~

Beleza. Agora vem aquela hora, aquele momento que nem mesmo uma consultora de nomes premiada como eu nasci preparada. Chegou o momento da descida. Prestes a chegar a território americano (eu ainda discordo do nome Estados Unidos das Américas). 3, 2, 1; aqui vamos nossss! Sempre parece com uma montanha-russa, é uma decida rápida até o asfalto e quando achamos que vamos dar de cara, a aeronave fica, misteriosamente, na horizontal.

Claro, agora vem a pior parte. Muitos pensam que chegar é aterrissar. Bem meus queridos, é aí que vocês se enganam. Quando pousamos, temos de esperar todo mundo levantar, e ter aquela onda de calor! Depois, é uma briga para ver quem sai quando. E a cereja do bolo, a parte que carinhosamente apelidei de: “A total descoberta do horror”. Basicamente, em quanto temos pensamentos um tanto agressivos quanto uns aos outros, não poderíamos nos esquecer de que estamos com uma cabelo horrível, que mais parece um capacete; de tão duro que tá, e nossas roupas sujas.

Nesse exato momento, venho tendo esse processo. A única diferença é: a primeira classe, sai primeiro. Um viva para a Clare; hip hip Uha! Eu me sinto uma daquelas garotas descoladas agora. Saindo do avião, com uma trança elaborada no cabelo, uma legging preta e uma camiseta meio solta escrito: “Eu sou um unicórnio”, também preta. Eu arrasto a mala de mão pelo chão, dando uma leve requebrada, afinal, não tem ninguém no aeroporto.  Já é tarde da noite.

Lá vem a mala,

Toda de bolinha.

Chegou primeiro!

Que sorte a minha!

Melhor versinho! Acho que cantei certo, né?! Em fim, você entendeu, a minha mala chegou! Toda rosa com bolinhas. Bem, chegou ela e todo o conjunto. Lindas, e belas seis malas.

Bem. Coube direitinho. Tá bom, só não estou conseguindo ver o horizonte. Ok, vou puxar uma ☹ .

Agora a linha de chegada está bem delimitada, rumo a minha host Family.

Então gente. Foi isso. Deixa aqui em baixo se você gostou 🙂 . Amanhã tem mais.

Bjs, Sofi.

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