Um sonho de intercâmbio capítulo 13

Oi gente. Eu sei né?! Da para acreditar que a gente já tá no final do ano? Ok, de volta ao tema, finalmente, Finalmente, FINALMENTE ( exagerei um pouco), estou aqui com o capítulo 13. Se você ainda não leu o último, ou qualquer outro, leia antes de ler esse. Rntão vamos nessa:

Capítulo 13

É mais uma viagem de carro, mas a ansiedade domina meu peito como nunca antes. O que é um tanto esquisito para alguém que já é veterana em viajar. A paisagem passa depressa pelos meus olhos. O único som que se ouve é do chiado do motor e da borracha arrastando no asfalto.

~

Finalmente parou, um sopro de ar quente bate em meu rosto. Tirei a mala do carro, e só foi aí que eu percebi, que era o último momento que veria a minha família. Os olhos da minha mãe se iluminam com as luzes que iluminam a passagem para o interior do aeroporto. Apesar do movimento ser mais do que a intenso,  não importava. Foi com discurso breve e muitas lagrimas que se despediu. Já meu pai se mantel forte, quando estava prestes a desabar em lágrimas, virou-se e foi para o carro.

Pisco os olhos levemente para tirar as lágrimas dos olhos. É inacreditável, altos e baixos, e tudo isso me leva a este momento em especial. Não sou alguém mentalmente instável, e sim alguém que o Inevitável, escolheu a pior hora para  colocar problemas na vida. Dou um último adeus a o clima quente de verão do Rio de Janeiro. O ar do aeroporto sopra em meu rosto. É isso.

~

– Como assim minha passagem não é valida? Eu comprei ela com a melhor agencia de intercâmbio! É tecnicamente impossível. Planejei isso com seis anos de antecedência, faz um mês que cada passo que dou foi tudo uma bolado minuciosamente.- Isso não pode estar acontecendo. Minha passagem foi paga, é real eu vi!

– Me desculpe, mas ela não esta passando.-

– Tudo bem, ééééé, chame outra aeromoça, por favor. – Acho que não arquitetei esse ano tão bem assim.

– Olá, como posso lhe…- Não tenho tempo para isso, tem uma fila de pessoas reclamando a trás de mim e uma passagem que não quer ir.

– Desculpe, mas isso é urgente, eu paguei por tudo esse seu funcionário  esta me dizendo que estou falsificando a passagem. Pode rever, por favor- estreito os olhos- Clare.-

– Tudo bem, me de sua passagem.- Ela analisou por uns segundos, esfregou um  pouco e logo depois passou na  maquina novamente. – Me desculpe senhora, aparentemente o site fez um engano e o seu assento já esta ocupado, mas felizmente temos um lugar vago na primeira classe, mas não se preocupe, não terá custo adicional, já que passou por esse transtorno.- BOA! Parece que a sorte começou a sorrir para mim.

–  Sim!- Era possível ouvir passageiros resmungando, outros cochichando fofocas sobree mim, alguns criando histórias e poucos, que imagino ser pais voltando de viagens de negócios permaneciam calados, com uma espécie de um quarto de um sorriso, imaginando quando veriam os filhos, e como contariam a história, mesmo assim sérios, esperando a fila andar, estressados com o trabalho, e sabendo que teriam que enfrentar os pedidos para  brincar ao chegar em casa.

Ando através do corredor de vidro, e eu posso jurar que ouvi gritos de alegria de outros viajantes, mesmo assim, me mantive completamente solida e calma. Sempre com o pé direito, para dar sorte. Sei que soa bobo, mas quando era pequena minha mãe sempre repetia isso, agarrava minha mão e dizia a frase. Um dia ela parou de dar a mão e de pronunciar as palavras, apenas me deixou ir. Eu pisava sempre com o pé direito, contando os passos desde o início do corredor, até a porta do avião, a fala habitual passava em meio de minha mente e entrava. Um dia pisei com o esquerdo, fiquei convencida de que a queda do avião seria inevitável, o voo foi seguido de turbulência e um pouco de chuva, apesar disso, tudo ficou intacto. Muitos parariam de acreditar, eu simplesmente continuei, esse passo com a perna direita me trouxe segurança minha vida inteira e não pararia de fazer isso por culpa de 45 minutos. Foi o que fiz agora.]

Vi uma poltrona larga a minha espera. Sentei. Parecia uma criança mexendo nas coisas. Era tudo tão novo. Apertei um botão e divisórias subirão, fiquei sozinha. Saquei meu livro da mochila, mas não antes de tirar uma foto para mandar para minha família e colocar nas redes sociais. Atualizei tudo, coloquei em modo avião. Deixei o conjunto de papeis de lado, entrei no lap top, e cuidadosamente começo a escrever em meio de meu diário, descartando frustrações, risos e magoas.

Espero que vocês tenham gostado. Manhã tem mais.

Um grande Hohoho, Sofi.

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