Um sonho de intercâmbio capítulo 8

Oi gente. Quem queria um sonho de intercâmbio? Bem, ele está aqui! Se você não leu os capítulos anteriores por favor leia. Para quem não sabe o que é isso, eu estou escrevendo vários capítulos (tipo uma série) e posto semanalmente. Então vamos nessa:

Capítulo 8
Sento em um dos bancos que se juntam com a bancada do Jaeé. Olho para os lados. Ninguém para conversar ou fazer amizade. Logo agora, que minha prescrição médica acabou.
Vejo de relance uma mulher entrar na hambúrgueria. Finalmente. Ela é familiar, de algum modo. Viro a cabeça rápido o suficiente, para que não perceba que estava lhe encarando. Finco meu olhar na mesa. Tenho uma leve sensação de que estou sendo observada. Uma série de nomes e rostos conhecidos passam em minha mente. Do nada falei “Para”. Pelo ou menos não foi em voz alta.
Tento me recuperar de forma ágil do transtorno. Só então que minha mente revela que minha futura companheira de hambúrguer é a Sandra. Podia ser qualquer outra pessoa das 7 bilhões neste mundo, mas logo ela. Sinceramente, tenho que resolver algumas coisinhas com a realidade. Não é a toa que prefiro fugir do resto da humanidade (não que um intelectual de altíssima qualidade não tenha prescrevido para eu ficar em casa por duas semanas) a ficar cambaleando por ai e trombando com gente que não tenho obrigação e muito menos vontade de falar com.
-Isabella -Grita o ‘Chef`. Com minha sutileza de um elefante, vou até lá aparentando o mais confiante e feliz possível, tentando não cruzar com você sabe quem. Acontece que a mulher tem uma certa persistência em me encarar.
-Obrigada.- Tento mudar minha voz, assim ela não percebe que sou eu. Acontece que soou estranho. Enfim, foi o que consegui fazer. Para minha infelicidade, os passos vazios e pesados dela começaram a ecoar em meus ouvidos. Finjo que estou interessadíssima no meu hambúrguer.
-Oi, você é a Isabella, minha amiga?- Alerta vermelho!
-Desculpas, não sou ela.- Falo com o mesmo sotaque de antes. Pego minha comida e saio antes de poder ganhar uma resposta.
É uma caminhada digna de 1 quilometro, até chegar em casa. Bem, é isso ou ficar lá com a San…. , não consigo falar. Além do mais, vou queimar as calorias do hambúrguer.
Caminho no automático, me concentrando em meus pensamentos, e só olhando para (minha grande amida (só que não)) realidade, quando precisava atravessar o sinal. Quando finalmente levanto meus olhos, estou em frente ao meu prédio.
Abro um enorme sorriso para o porteiro. O oposto do Jeremias, é um ótimo porteiro e amigo. Ele abre o portão e me cumprimenta.
-Oi Jaí.- Digo, depois digo-lhe um pouco do que aconteceu no meu dia enquanto espero o elevador. Não sei porque, mas as pessoas que moram nos andares, mais altos tem mania de chamar os dois elevadores.
Puxo a porta de metal e entro no cubículo que chamamos de elevador. Aperto o botão do meu andar, e lá vamos nós. A caixa metálica para, e salto. Com um movimento singelo, saco a chave do bolço e a encaixo na porta.

Então gente foi isso. Semana que vem tem mais.

Bjs Sofi.

Anúncios

Um comentário sobre “Um sonho de intercâmbio capítulo 8

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s