Um sonho de intercâmbio 7

Oi gente. Aqui tem mais um capítulo se um sonho de intercâmbio. Eu quase levei um susto, porque eu fui ver o texto, e ele estava todo prontinho, aí deu um problema e ai eu achei que ia perder o texto TODO, vê se pode?! Quase surtei, mas acabou que eu achei os arquivos. Só quero lembrar, que para quem não leu os capítulos anteriores, lê-los  antes de ler esse. Então vamos nessa:

Capítulo 7

Tem momentos em que no meio de poucos gestos, se passa todo o percurso até chegar naquele ponto, aquele tempo de segundos, que fará a diferença. Nesse instante, estou vendo os últimos seis anos como um nevoeiro. Os papeis em minhas mãos podem mudar tudo. As vezes isso pode ser uma boa, as vezes coisas ruins, mas agora, estou cansada de indecisões. Largo o peso que estava nas minhas mãos e tudo que já me atormentou na mesa.

Cinco passos, cinco passos, e eu estaria livre disso tudo.

– Ei- Falou o monitor. Eu realmente tenho que começar a andar mais rápido. Só eram cinco passos, apenas cinco passos.

-Sim- É difícil ser amigável quando está nervosa e com pressa.

-Você se esqueceu de colocar o seu nome- Ufa! Andei um pouquinho, corrigi meu erro. Dessa vez, não vou cometer o erro de andar com uma lentidão extrema.

Finalmente livre. Um grande suspiro sai. E é nesse exato momento que sei que o caos, medo, cansaço e tudo que envolvia os últimos anos, estão no meu passado.

Desço degrau por degrau. Quanto mais me aproximava da saída, mais o vento fazia meus cabelos voarem. É a primeira vez em dias que me deixo relaxar, mas só percebi isso agora.

Já dei uma olhada na comida daqui. Sei que há várias opções, a que mais gostei foi a do sushi, só que tem aquele negócio, não sei se comer peixe cru em uma faculdade, é uma boa ideia. Então meu censo fitness ( que eu não sei onde esteve nos últimos 16 anos) de repente aparece, e eu tenho a brilhante ideia de ir pro Jaeé. Começo a olhar ao redor, paro na saída.

Dou passos rápidos, com uma vontade estrema de comer. Quase que me dei por vencida e cedi para o sushi. Acontece que não sou tão fácil de derrubar não.

Sem meu consentimento outro ser surge na minha cabeça. Essa coisa estraga prazeres, que na minha opinião tem um parentesco com a realidade. Bichinho irritante esse, viu ⁉ Fico o mais quieta o possível para poder ouvir minha discussão mental.

-Ela não passou. Você viu, ela errou tudo, chutou sem saber. –

-Pelo ou menos não colou. –

-Aposto que vai para uma cidade horrível. Que nem aparece no mapa. –

-Apenas respire fundo, nada está certo até darem as notas. –

Sinto um cheiro incrível. Sabia que ir para o Jaeé era uma boa pedida. Olho para o restaurante, mas o cheiro está vindo do lado. Meu Deus, é um TT Burger. Já ia dar um passo para entrar e comer uma salada quando me viro e entro no TT. Bem, acho que meu censo fitness nunca existiu, só foi o momento. Parece que algumas pessoas não nasceram pra isso. Como o ditado diz : “Quem não tem cão caça com gato”.

-Um hambúrguer, só pão e carne, por favor- peço ao atendente.

Foi isso. Espero que vocês tenham gostado. Compartilhem e deixem seu palpite, se ela vai passar ou não. Semana que vem tem o capítulo 8.

Bjs, Sofi.

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4 comentários sobre “Um sonho de intercâmbio 7

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