Um sonho de intercâmbio capítulo 5

Oi gente. Desculpa por não estar postando regularmente, recentemente estive BEM enrolada. A pedidos (depois de um certo tempo), aqui esta: Um sonho de intercâmbio capítulo 5. Só acho bom lembrar para ler os capítulos anteriores antes. Então vamos nessa:

Capítulo 5

Não conheci gente mais irritante do que aquele taxista. Ele ganha de cem do Jeremias. Foi só eu entrar que o homem resmungou que estava tudo muito barato e que por isso iria cobrar a mais de mim. Eu respirei fundo e disse que se ele conseguisse me deixar na PUC no máximo em 10 minutos daria o que ele pedia. Mal se passa cinco minutos começo a ouvir queixa sobre os outros clientes. Aguentei por um tempo, mas aí não deu mais, e acabei soltando:

-Se eu quisesse ouvir reclamação o dia inteiro eu seria psiquiatra, pena que esse não é meu sonho, então vai lá e gasta seu tempo com alguém que realmente se importe.- Irritante calouro querer batalhar com uma veterana é fogo né!? Minha paciência tem um limite. Assim que ele parou, suspirei. Dei a ele o dobro do combinado.

-Você me deu mais!-

-Eu sei, é para te ajudar com a consulta do psicólogo.- Ele nunca mais iria me ver, então, porque não cutucar só mais um pouquinho.

Paro para apreciar os setores exatamente divididos. Milhares de alunos passeavam, rido, falando e comendo. Me senti como uma barata tonta, não sabia para onde ir e nem com quem falar. Minha mente disse para eu ir para a direita e seguir reto. Conhecendo quem sou fui pela esquerda. As vezes erro contestando minha inteligência, mas graças a d’s essa não foi uma dessas vezes. Fui checar a lista para ver em que sala faria a prova. Por ter um nome lindo como o meu que começa com “I” sou da 303.

Estou sentindo uma coisa na minha barriga meio estranha. ODEIO ficar nervosa, é como se fosse alguém te dizendo que não conseguirá. Isso me da uma raiva. Aos poucos mais pessoas começaram a chegar. E o nervosismo em mim só foi se expandindo cada vez mais.

Um tempo depois fui guiada a subir três lances de escada. O eco dos passos ecoavam no meu ouvido, os degraus subiam e desciam ( não aguento mais ficar tonta desse jeito, sério é desgastante), a realidade se misturava a fantasia, não sei como cheguei na minha cadeira, mas cheguei.

Algo era perturbador em saber que me pouco tempo poderei estar fora por um ano. Nesse momento me arrependo de tudo que aconteceu nas últimas semanas. A desistência é um caminho fácil mas com arrependimentos, mas estava preparada para pagar esse preço. Pena que fui por outro caminho, que com suas dificuldades é mais difícil por saber que o desespero e medo poderiam não existir

Aquela sala vazia, fria e sombria não existia mais. O mundo giratório aos poucos parava de rodar. Peça por peça foi se juntando e formando uma imagem mais nítida a cada segundo. O inspetor entrou. Meu coração  saltou e pensei que ele fosse sair de dentro de mim. Ele distribui  as provas. Minha mãos estão suadas. As provas se juntam as minhas palmas molhadas.

Bem gente, foi isso. Amanhã tem mais. Por favor, deixa aqui em baixo se você gostou.

Bjs, Sofi.

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